ENCONTRO


Realizamos este primeiro encontro em 7 de Março de 2002, na cidade de Santos, que teve a finalidade de debater os problemas encontrados pelos grupos nas campanhas de prevenção, divulgação da doença, acesso  aos novos medicamentos e aos medicamentos convencionais, acesso aos exames laboratoriais, e ainda aspectos legais e jurídicos na assistência ao portador. Tivemos a presença das mais importantes entidades ligadas à hepatite C no Brasil e de renomados conhecedores da doença. 

A solenidade de abertura contou com a presença das deputadas estaduais Maria Lúcia Prandi e Mariangela Duarte, incansáveis batalhadoras em prol dos portadores de hepatite C no Estado de São Paulo, e dos representantes da DIR XIX da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, do representante da Petrobrás, que é nossa parceira na elaboração de uma cartilha sobre hepatite C e do representante do Sindipetro, também nosso parceiro nesta luta. O Dr. Antonio A. Barone representou a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e fez uma retrospectiva da Hepatite C no Brasil; O Dr. Evaldo Stanislau A. Araújo, Diretor Técnico do Grupo Esperança apresentou palestra sobre Atualização em Hepatite C.

O encontro serviu para os grupos de apoio balizarem a forma de atuação em prol de melhores condições para os portadores de hepatite C e permitiu a elaboração de um importante documento com as decisões tomadas em plenária, que recebeu o nome de CARTA DE SANTOS - 2002. 

Este documento foi encaminhado ao Ministro da Saúde, Dr. Bajas Negri, na data de 8 de Março de 2002. No final desta página estamos publicando a CARTA DE SANTOS, com as decisões tomadas neste encontro, bem como cópia da carta enviada ao Ministro.

Mesa de abertura do Encontro com a presença de autoridades e  representantes da área de saúde. 

Momento de descontração do Encontro, com a presença do Dr. Barone, Dr. Evaldo e líderes dos Grupos de Apoio

Mesa de trabalhos, com a presença dos representantes dos Grupos Dohe-Fígado, Otimismo, Esperança, Apohie, Unidos Venceremos e Transpática

Mesa de trabalho com os representantes dos Grupos C, Aphac e Gaphe

CARTA DE SANTOS EMITIDA NO FINAL DO ENCONTRO

CARTA ENVIADA AO MINISTRO DA SAÚDE

Santos, 8 de Março de 2002

Exmo. Sr. Dr. Bajas Negri

M.D. Ministro da Saúde

         Com muita satisfação, em nome do 1º Fórum Nacional de Grupos de Apoio aos Portadores de Hepatite C, realizado em Santos em 7 de Março de 2002, gostaríamos mui respeitosamente de solicitar uma audiência com V.Sª., bem como com o Coordenador do Programa  Nacional de Hepatites, Dr. Cláudio Duarte Fonseca, onde cumprindo o deliberado pelo Fórum, pretendemos propor uma parceria no sentido de auxiliar a plena efetivação do PNH e da Portaria 639, de acordo com os termos da Carta de Santos em anexo.

         Certos de que V. Sª dentro do espírito cívico e responsável presente em sua pessoa nos responderá favoravelmente a fim de cumprir o proposto com a brevidade possível.

         Reiterando  nossos votos de elevada estima,

Jeová Pessin Fragoso
Presidente do Grupo Esperança
Pelo Fórum Nacional de Grupos de Apoio aos Portadores de Hepatite C

AMIPHEC – BELO HORIZONTE
APHAC – RIO BRANCO
APOHIE – CAMPINAS
DOHE-FÍGADO – R. DE JANEIRO
GAPHE – GOIÂNIA
GRUPO C – BRASÍLIA
GRUPO ESPERANÇA – SANTOS
GRUPO OTIMISMO – R. DE JANEIRO
TRANSPÁTICA – SÃO PAULO
UNIDOS VENCEREMOS – S. PAULO

RESULTADOS DA AUDIÊNCIA DE 23/04/2002 NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

No dia 23 de abril de 2002,a comissão representativa e aceita do I Encontro dos Grupos de Apoio, formada por Jeová do Grupo Esperança, Sidnei da Transpática, Epaminondas do Grupo C, e pelos infectologistas Dr Evaldo (SP) e Dr. Davi(DF) esteve no Ministério da Saúde, em Brasília, para a audiência solicitada na Carta de Santos.A reunião foi no gabinete da Secretaria de Políticas de Saúde, com o Coordenador do Programa Nacional de Hepatites Virais - PNH, Dr. Antonio Carlos de Castro Toledo Jr.

Esse primeiro contato causou-nos uma boa impressão, ratificando nossa expectativa para o sucesso do PNH, através da Portaria 263/2002, que  engloba a Portaria 639/2000. No entanto por toda a complexidade que envolve a patologia, com ênfase para a Hepatite do tipo C, onde ao desenvolvermos nosso trabalho voluntário de apoio através do contato com o portador e seus familiares, podemos pontuar várias dificuldades no atendimento, percebendo o quanto terá que se caminhar, envolvendo todas as esferas governamentais e a sociedade civil, para que o sucesso do Programa seja alcançado e a população possa ser alertada para a prevenção,inclusive com testes de detecção,  bem como o portador ter a devida assistência, desde o diagnóstico até os procedimentos mais complexos que advém da gravidade das formas evolutivas.

A esperança emergiu com o comprometimento por parte da Coordenação do PNH, em atender alguns de nossos anseios:

- a implementação da implantação do Programa em no máximo 6 meses;
- a inclusão de um representante de usuários no Grupo Técnico Assessor, indicado por consenso dos representantes dos Grupos de Apoio que estejam inseridos nos trabalhos resultantes da Carta de Santos
- envio eletrônico aos Grupos de Apoio representados, de informes sobre o andamento bem como os fatos novos que surgirem referentes ao PNH.

O Dr. Antonio Carlos apresentou uma idéia macro do Programa, suas etapas (já iniciadas), cronograma de ações e logística prevista, o que nos parece bastante consistente e tem, de forma sintética, o seguinte cronograma:

Levantamento da estrutura existente no país para atendimento, com diagnóstico das deficiências a serem ajustadas (já iniciada – prazo de conclusão 60 dias);
O número de postos de atendimento deve situar-se entre 400 e 500 centros;
É provável a inclusão dos CTA´s da AIDS para exames da sorologia das hepatites;

Definida a base estrutural com situação apta para dar suporte de atendimento, será dado início à campanha de esclarecimento e orientação ao público com material adequado e por meio da mídia promover o “chamamento” da população considerada como “grupo de risco” a realizar exames para diagnóstico.

Os identificados com diagnósticos positivos serão submetidos a tratamento; e

O Programa poderá ser iniciado por Estados, à medida que as estruturas de sustentação revelem-se adequadas, sem aguardar que todo o país tenha se organizado. Contudo, o objetivo final é atingir o país integralmente.

Além disto, trocamos idéias a respeito da Portaria n° 639, origem dos recursos financeiros para exames e medicamentos.

Também formulamos e entregamos ao Dr. Antonio Carlos Toledo, um documento que retrata nossas considerações, no que tange as dificuldades que impedem e dificultam o tratamento e assistência, ao mesmo tempo, que nos posicionamos como parceiros no enfrentamento da questão, no intuito de que o PNH alcance a viabilização dos propósitos que enuncia.

Estamos enviando cópia desse documento, via correio, aos Grupos de Apoio representados.

Para maiores esclarecimentos, contate um dos membros dessa comissão.

 
 
 
 
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