Situação atual e real da distribuição de medicamentos para Hepatite C


Leia abaixo um panorama real da distribuição dos medicamentos para Hepatite C, oriundos de fonte oficial a qual postulamos e que agradecemos sobremaneira por terem retornado, e assim possam ser esclarecidas dúvidas de tantas hipóteses que são levantadas, mas que justamente por serem hipóteses e que tratam de vidas humanas devem ser substituídas por assertivas.

As distribuições feitas pelo SUS de outubro do ano passado até agora dos novos medicamentos para Hepatite C, vêm através dos resultados exitosos ratificando a excelente expectativa de eficácia de quase 100% que a ciência proporcionou após quase duas décadas de tratamentos com severas reações adversas, e sem praticamente nenhuma inovação tão eficiente que chegasse a mais de 40% de chance de negativação da ação do HCV.

Esse demonstrativo celebra esse momento de jubilo à qualidade de vida e a própria vida dos milhares de pacientes já contemplados com esses novos DAAs, retratando também quão foi de valia o exitoso empenho do MS através de todas as Secretarias e Deptos para a incorporação desses fármacos no PCDT, e em especial o Depto de DST, Aids e Hepatites.

Por sua vez o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde -CEAF/DAF/SCTIE-MS, nos respondeu com celeridade alguns questionamentos que fizemos referentes a distribuição até agora feita, e sobre as perspectivas de novas aquisições, haja vista que os quase 27 mil tratamentos adquiridos nesses primeiros empenhos serão insuficientes para atender a demanda do país, e isso não incluindo os portadores crônicos que não estão inseridos nos critérios do PCDT.

Como várias colocações nas redes sociais, mídias, falas e discussões, enfim em todo o assunto publicado atualmente sobre a Hepatite C, trazem a preocupação da continuidade da distribuição pelo SUS dos medicamentos para a enfermidade, principalmente pelo momento político-econômico que estamos vivenciando, e alguns se apresentam conflitantes.

Isso faz um "NÓ" na cabeça dos pacientes que ainda estão aguardando serem chamados pelos serviços nos quais protocolaram o pedido, como de seus médicos, e acarreta uma grande ansiedade que até intensifica ainda mais o agravo, e consequentemente piora a qualidade de vida desses pacientes na fila do medicamento.

Por um lado é preciso entender que a média anual de tratamentos nos últimos anos era de aproximadamente 14 mil, e que então que o quantitativo adquirido desses novos DAAs matematicamente daria para tratar o dobro, o que seria excelente.

No entanto, por outro lado, deve o governo alinhado com todas as interfaces da saúde pública, implementar estratégias para ampliar o numero de tratamentos a ser ofertado já no segundo semestre de 2016, e resistir para que eventuais cortes no orçamento não interrompa a realização dos empenhos para novas compras.

Havia e há milhares de portadores já anteriormente tratados, e alguns mais de uma vez, com os fármacos anteriores e suas severas e comuns insuportáveis reações adversas, que não ousavam nem ouvir novamente o nome desses medicamentos, principalmente o "interferon", e assim sabendo que agora são apenas comprimidos orais com praticamente nenhum efeito colateral, otimizaram o retorno ao tratamento, bem como essa lista de "esperança" aumentou sensivelmente com os co-infectados com HIV, pré e pós transplantados, que até então praticamente não tinham indicação terapêutica para eliminar o HCV.

Agradecemos sobremaneira o retorno com celeridade do CEAF/DAF/SCTIE-MS, ao questionamento pontual de nossas dúvidas sobre a distribuição dos revolucionários medicamentos (3 respostas para as 3 perguntas), que estão até esse momento ratificando as expectativas de eficácia, e assim contribuindo para o anseio da OMS e acredito que de todas as interfaces da área da saúde, de que o HCV seja eliminado até 2030.

Saudações fraternais,
Jeová Pessin Fragoso
Diretor Presidente

 
 
 
 
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