Comitê técnico reúne-se para avaliar PCDT para as hepatites


Encontro teve participação de especialistas e de representantes da sociedade civil

A diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV), Adele Benzaken, inaugurou na sexta-feira, 16, a mais recente reunião do Comitê Técnico Assessor para o Controle das Hepatites Virais. O objetivo do encontro foi avaliar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções (PCDT); discutir um PCDT para Profilaxia da Reinfecção pelo vírus da Hepatite B Pós-Transplante Hepático; e discutir a farmacovigilância (segundo a Organização Mundial de Saúde, “a ciência e atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados ao uso de medicamentos”) com novos antivirais de ação direta para o tratamento da hepatite C crônica.

Participaram do debate a Sociedade Brasileira de Infectologia; a Sociedade Brasileira de Hepatologia; a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a sociedade civil organizada (representada pela Aliança Independente dos Grupos de Apoio/AIGA e pelo Movimento Brasileiro de Luta Contra as Hepatites Virais/MBHV); e o DDAHV, além de outras áreas do Ministério da Saúde – o Sistema Nacional de Transplantes (SNT/SAS), o Programa Nacional de Imunizações (CGPNI/DEVIT/SVS), o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias (DGTIS/SCTIE) e o Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF/SCTIE).

O coordenador de Hepatites Virais do DDAHV, Marcelo Naveira, apresentou uma avaliação preliminar do PCDT, enfatizando o avanço no manejo clínico da hepatite C com a nova terapia incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

NOVOS ANTIVIRAIS – A gerente de Farmacovigilância da Anvisa, Marcia Gonçalves de Oliveira, apresentou dados sobre os novos antivirais de ação direta. O objetivo, segundo a representante da Anvisa, é criar uma cultura da farmacovigilância na rotina do serviço público de saúde. “É preciso fazer com que isso seja uma ação contínua e não uma dificuldade”, afirmou. A gerente apresentou também uma proposta para a criação de protocolo básico de farmacovigilância ativa de pacientes com tratamentos para hepatite C nas Américas. Até o momento, Brasil, Argentina, Cuba e México se dispuseram a participar do grupo.

TRANSPLANTES – Os transplantes também foram destaque durante o debate. As hepatites virais são responsáveis por grande parte dos transplantes hepáticos, considerados procedimentos de alta complexidade e ainda mais graves quando articulados com doenças virais – podendo resultar em reinfecção e possível perda do enxerto.

A Coordenação de Hepatites Virais (CHV) do DDAHV inseriu na pauta da reunião a discussão sobre a elaboração de um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia da Reinfecção pelo Vírus da Hepatite B no Pós-Transplante Hepático, que tem como proposta ser construído em parceria com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

O DDAHV apoia a iniciativa do Sistema Nacional de Transplantes nas comemorações do Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado no dia 27 de setembro, no intuito de aumentar o número de doações de órgãos e transplantes no Brasil.

Assessoria de Comunicação
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
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