Carta de Santos na Saúde - Realizada a 13ª Conferência Municipal de Saúde de Santos e 4ª da Saúde do Trabalhador

 

Nos últimos dias 26 e 27 de maio, nas dependências da Universidade Paulista - UNIP, Campus II em Santos, foi realizada a 13ª Conferência Municipal de Saúde e 4ª, também municipal da Saúde do Trabalhador.

A plenária votou e aprovou 100 propostas prioritárias das 322 que foram debatidas em 10 grupos temáticos formados pelos delegados retirados nas cinquenta e uma pré-conferências e outros participantes inelegíveis para votarem.

As pré-conferências foram realizados por representantes da gestão, funcionários e usuários, que definiram propostas inerentes ao respectivo segmento, propostas essa tanto reivindicatórias como de sugestões visando o suprimento de necessidades do dia-a-dia na saúde pública do município, para que seja melhorada e ampliada a assistência, bem como o acesso aos tratamentos e outras situações decorrente deles, e obviamente alinhadas com as prerrogativas do SUS no que diz respeito à universalidade, equidade e integralidade.

As 100 propostas aprovadas nas plenárias, bem como algumas moções compuseram a Carta de Santos 2017 da Saúde Pública e da Saúde do Trabalhador do município, às quais ansiamos que senão todas que sejam a maioria contempladas nesses dois próximos anos, e assim a Carta de Santos 2017 não seja mais uma simples "Carta de Intenções", quando não há resolutividade e as propostas vão se repetindo a cada Conferência.

Na questão pontual das Hepatites, entre outras propostas das 100 aprovadas, está a aquisição de um aparelho de Fibroscan com contratação de especialista para manuseio e leitura. A elastografia com esse aparelho substitui o procedimento invasivo da a biópsia hepática, e traz o resultado do estadiamento da fibrose no fígado, necessário para a indicação terapêutica para a Hepatite C bem como o monitoramento clínico do paciente, além de ser esse estadiamento quesito obrigatório na solicitação do tratamento medicamentoso que é de altíssimo custo, mas adquirido pelo MS e distribuído pelo Estado.

Uma moção de cunho muito relevante também aprovada é a que pede a criação de uma unidade de fígado com equipe multidisciplinar em hospital público do município, ao menos para atender os casos em emergenciais e de maior complexidade, pois há uma demanda muito grande de pacientes que sofrem intercorrências das graves formas evolutivas da doença que necessitam procedimentos às vezes nem tão complexos mas essenciais, como por exemplo uma paracentese, e não encontram nos serviços da cidade quem os atendam, ou se atendem por boa vontade não dispõem de equipamentos ou mesmo expertise para executar.

Essa demanda reprimida entendemos, não deveria existir talvez por não ser tão complexo manter esse tipo de serviço emergencial, valendo ressaltar que sua inexistência na cidade vai de contra toda a vanguarda e reconhecimento de Santos para as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento dos vírus das Hepatites, principalmente a do tipo C, referenciada por isso em literaturas nacionais e internacionais, e que para nós pacientes e ativistas da causa nos orgulha, porém precisamos urgentemente sustentar esse conceito, que certamente só se dará na criação urgente do serviço especializado para atendimento ao menos emergencial das complicações das Hepatites Virais.

É pertinente parabenizarmos toda a organização da Conferência, e fazemos isso em nome do coordenador Roberto de Moura, e em especial pelo clima de cordialidade mesmo nos momentos divergentes, mas esses exclusivamente em relação às discussões de propostas, o que assim ratifica a democracia.

Também corroborou para o êxito da Conferência a participação do Secretário Municipal de Saúde Fábio Ferraz, não só pelo discurso de abertura o qual valorizou esse que é o maior espaço participativo dos munícipes na questão da saúde, mas também porque acompanhou toda votação da plenária.

Jeová Pessin Fragoso
Diretor Presidente
Pelo Corpo de Voluntários

 
 
 
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