Cúpula Mundial de Hepatites se encerra como grande passo adiante no enfrentamento às hepatites virais

 

Declaração de São Paulo reafirma compromisso contra o agravo que mata mais de 1 milhão de pessoas por ano

A diretora do Departamento de Prevenção, Vigilância e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, apresentou a Declaração de São Paulo – fruto da Cúpula – aos presentes. “Esta é uma mensagem ao mundo sobre o compromisso dos governos com a eliminação das hepatites virais até 2030”.

A cerimônia também contou com o contundente depoimento do ativista Jeová Fragoso, presidente da organização não governamental Grupo Esperança. Fragoso narrou sua longa jornada – de 18 anos de tratamento e um transplante – rumo à recente cura da hepatite C. O ativista também fez um agradecimento especial a Adele, pela excelência de seu trabalho na luta contra as hepatites virais.

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Abaixo a fala de Jeová durante a cerimônia de encerramento:

“Boa tarde a todos!

Agradeço ao Ministério da Saúde do Brasil através do Depto Nacional IST, Aids e Hepatites (Dra. Adele), a WHA (Charles Gore) e aos demais parceiros que puderam realizar esse grandioso evento, e em especial agradeço pelo honroso convite para compor essa mesa. Sinto-me então com grande responsabilidade perante todos os portadores de hepatite que estamos representando e também perante todas as interfaces e atores envolvidos na luta contra as hepatites aqui presentes, pois é o mundo sonhando com a eliminação das hepatites virais, enfatizando a hepatite C, tipo que infectou-me e assim também faz-me sonhar e acreditar junto, pois nos 18 anos desde que descobri estar infectado já com grau de fibrose F-4, fiz vários tratamentos, iniciando inclusive com interferon não peguilhado, mas que nenhum deles deram-me resposta virológica sustentada.

E assim fui para transplante e recebi o fígado em 2014, continuando infectado e assim com o eminente risco de evolução rápida para as formas graves. Porém, com a ciência descobrindo os eficazes medicamentos, os antirretrovirais de ação direta (2ª onda) e com a determinação do Depto. De IST, Aids e Hepatites do Brasil que desde 2013 vem dando a atenção que as hepatites necessitavam e com a incorporação dos medicamentos no serviço de saúde público em 2015, finalmente eliminei o vírus.

Sendo assim pude continuar a atividade voluntária, no apoio aos portadores de hepatites, atividade essa que fazemos há 18 anos pela ONG Grupo Esperança, com base na cidade de Santos e que aqui cabe agradecimento ao Sindicato dos Trabalhadores da Petrobrás que desde a fundação da entidade, nos apoia com a logística.

Vivi e convivi nesses anos com milhares de pessoas infectadas pelas hepatites B e C, e muitas dessas já não estão mais entre nós por conta desses agravos, mas sei que de outro patamar estão somando a todos nós nesse Summit para fortalecer o alcance da meta da eliminação das hepatites no mundo.

Ratifico então o agradecimento à Deus por ter me curado, dando a oportunidade de continuar auxiliando a população envolvida com a enfermidade, à minha família por ter ficado ao meu lado em full time, à todos que participaram desse evento procurando soluções para tirar as hepatites virais do rol de preocupações de saúde pública no mundo, e em especial a quem passo a palavra agora, Dra. Adele Benzaquem, que com competência e empenho está dando continuidade no enfrentamento das hepatites e assim mantendo e ampliando a posição do Brasil como modelo mundial na luta contra a doença.

Muito Obrigado!”

Acesse a DECLARAÇÂO DE SÂO PAULO clicando AQUI.

Acesse a Declaração Comunitária - Documento elaborado pelas pessoas que vivem e/ou que são afetadas pelas Hepatites Virais em referência a Declaração de São Paulo, clicando AQUI.

Outras informações:

www.aids.gov.br

http://www.worldhepatitisalliance.org/

 
 
 
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