Dia mundial de luta contra as Hepatites

 

No dia 28 de julho de cada ano, desde 2010, é celebrado o dia mundial de luta contra as Hepatites.

É uma oportunidade de divulgar, informar e sensibilizar a população, proporcionando um maior entendimento sobre as Hepatites Virais, que atualmente é um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo.

Já foram identificados 7 tipos de Hepatites Virais, mas as mais importantes em nosso meio, são as do tipo A, B e C, sendo a C considerada a mais grave, pois não tem vacina e sem apresentar sintomas, cronifica em quase 90% dos que têm contato com esse vírus, e assim grande parte desenvolve cirrose, alguns desses cancer de fígado, sendo a maior causa de indicação para transplante de fígado.

Mas no nosso entendimento como grupo de pacientes, apesar de termos colaborado de forma bem intensa, com parceria com o MS e Secretarias Estaduais de Saúde, visando essa oficialização junto a OMS, sabemos da importância de termos esse dia oficializado mundialmente, mas frente a atual epidemia, percebemos a necessidade que a divulgação da enfermidade teria que ser de forma sustentada por todo o ano, pois como para todas as doenças crônicas, mas principalmente para as Hepatites Virais, o diagnóstico precoce é fundamental para com um tratamento e/ou monitoramento adequado, preservar a qualidade de vida e até mesmo a vida dos infectados.

Em Santos e Baixada Santista, temos uma boa rede de diagnóstico, atendimento especializado em multiplos órgãos pelo SUS, como também é bem favorável a dispensação dos medicamentos de alto custo, que devemos lembrar, são todos de compra centralizada pelo MS e distribuído pelos Estados gratuítamente.

A parceria entre o Grupo Esperança e as Secretarias de Saúde dos municípios da região, mostra de forma exitosa através das inumeras pessoas em tratamento, e principalmente aquelas que conseguiram "negativar"a ação do vírus. Essa atuação forte e constante, fêz com que nossa ONG e também nossa cidade tornassem ambos referência nacional.

Mas ainda temos que avançar em vários tópicos, e o principal deles, é a implementação de uma referência para atender, 24 hs, pacientes que apresentem intercorrências oriundas da doença, como hemorragias, encefalopatia, ascite, etc. Nos PS da Baixada há carência total dessa cobertura, e assim esses doentes têm que serem encaminhados para a capital, e não sómente o tempo de locomoção que pode ser demorado demais, mas outros fatores sociais, econômicos e até mesmo de dificuldade de transporte pelo quadro clínico, o que então podem causar até o óbito. Um ou dois profissionais de enfermagem qualificados para cada plantão, e um médico especialista de plantão mesmo que não ficasse no local, mas que estivesse livre para contato para orientar mesmo que via tel a enfermagem, seria de grande valia e salvaria a vida dos infectados que chegam nessa fase e procuram o unico recurso, mas não adequado, que sáo os Pronto Socorros.

O nosso presidente, Jeová, foi um caso assim recente, mas que teve a possibilidade de ter sido levado por familiares para a capital, e no Hospital Albert Einstein já foi para UTI, com alto risco de óbito, e no dia 03 de julho agora, submeteu-se ao transplante de fígado. Salvo, ainda está na capital em ótima recuperação. Se fosse a um PS por aqui, certamente por falta de recursos técnicos e qualificação, teria ido a óbito.

 
 
 
 
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