Iniciada a dispensação pelo SUS dos novos medicamentos para Hepatite C na BS


Finalmente iniciou na Baixada Santista, a dispensação pelo SUS dos novos medicamentos para Hepatite C!!!

Fotos em anexo da Sra. Lucia Maria e Sr. Manoel, ambos que já fizeram 3 tratamentos com os medicamentos anteriores e que não obtiveram sucesso na eliminação do HCV.

A ciência trouxe a inovação científica com antirretrovirais que aumentam a chance de cura para mais de 90%, com reações adversas praticamente inexistentes, o que é importante para permitir a adesão total ao tratamento, afastando a necessidade de interrupção, e ainda com um período reduzido para apenas 12 semanas.

Por sua vez o Ministério da Saúde conseguiu com muito empenho incorporar no SUS, após avaliações técnico-científicas e após uma negociação que culminou com uma redução de preços junto aos fabricantes de 90% em relação ao mercado internacional, providenciou a compra e distribuiu à todos estados e DF conforme a demanda enviada pelos mesmos, que passaram a ter a atribuição da logística de distribuição.

No caso do Estado de São Paulo, a primeira remessa enviada pelo MS chegou em 26/10, que passaram a distribuir às DRSs, que por sua vez iniciaram a dispensação aos portadores de Hepatite C inclusos no Protocolo Clínico e de Diretrizes Terapêuticas, que inicialmente está priorizando adequadamente os casos com fibrose mais evoluída, ou em outras condições especiais que requerem mais urgência .

Foram apenas cinco nesse dia 27/11 aqui na baixada Santista, porém como muitos outros pacientes já protocolaram e estão inseridos no protocolo, esperamos que a partir de agora a entrega aos mesmos seja com brevidade.

HÁ A NECESSIDADE URGENTE DE PADRONIZAÇÃO NOS SERVIÇOS DE DISPENSAÇÃO DO ESTADO PARA NÃO PREJUDICAR PACIENTES QUE NECESSITAM DOS REMÉDIOS!!

Lamentavelmente alguns pacientes do município relataram que apesar de estarem com o quadro clínico em conformidade com os itens de inclusão do protocolo, e de apresentarem toda a documentação mais os relatórios, a prescrição e os exames exigidos, não conseguem ingressar com o pedido dos novos medicamentos por falta do numero do SINAN.

Esse numero que é fornecido pelo Serviço Nacional de Informação de Agravos de Notificação, é gerado pela comunicação entre os ambulatórios/consultórios especializados com a vigilância epidemiológica do município/região, e embora seja uma ferramenta importante para se conhecer o numero real de pacientes, que diga-se para a Hepatite C é bem amplo, o paciente não pode ser penalizado por falta de um item que não é de sua obrigação obter.

Não sabemos se a recusa anunciada para a solicitação do tratamento sem o numero do SINAN é por falta de comunicação nos serviços de dispensação, ou então por outro motivo, porém seja qual for, vai de encontro ao que foi estipulado entre as assistências farmacêuticas do Estado de São Paulo e dos municípios da Baixada Santista, ao menos no que pudemos presenciar aqui quando participamos da edição local da reunião de capacitação, que teve a presença também da assist~encia farmacêutica do MS, e que dessa forma prevalece, ou seja, o numero da notificação do SINAN não é necessário para ingressar com o pedido administrativo, exceto para os co-infectados com HIV, que já o possuem por conta desta enfermidade.

Reafirmamos que é uma ferramenta útil que permite obter-se um "n" de portadores do HCV mais próximo do real, porém para exigi-la logo na entrega do pedido administrativo vai penalizar sobremaneira o doente. Seria necessário que isso acontecesse de forma célere e organizada, o que está distante para o momento atual.

Assim, esperamos que os pacientes nesta situação, ao retornarem aos serviços que recusaram seus pleitos, tenham seus documentos aceitos e protocolados mesmo sem o numero do SINAN, com a disponibilização dos medicamentos no menor espaço temporal possível, para a recuperação de sua saúde e manutenção de sua qualidade de vida.

Saudações fraternais,
Jeová Pessin Fragoso
Pelo Corpo de Voluntários

 

 
 
 
 
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