NOVAS DIRETRIZES

Novas diretrizes para hepatite C ampliam duração do tratamento

Desde 2010  o Comitê Técnico Assessor para Hepatites Virais do MS (do qual o Grupo Esperança teve a oportunidade e aceitou o desafio de participar na figura de seu presidente Jeová Pessin Fragoso como integrante por indicação do movimento nacional da sociedade civil organizada pela causa das hepatites), reuniu-se para reavaliar as indicações de tratamento, critérios diagnósticos bem como de inclusão e exclusão, e ainda a interrupção e retratamento para os portadores de Hepatite C e de co-infecções.

Finda essa tarefa, deparam-se agora as interfaces envolvidas com o manuseio da Hepatite C, em toda sua amplitude, com um protocolo clínico e diretrizes terapêuticas senão ideal, ao menos mais próximo do que a medicina atual possa oferecer.

Como portadores do VHC e/ou agravos decorrentes e ainda usuários, e que por essa ótica fizemos nossas considerações durante o desenvolvimento de atualização do  antigo protocolo publicado na portaria 034/2007, percebemos para esse novo, alguns importantes avanços, seja nas novas propostas oriundas das evidências científicas, algumas resultantes do advento de novas tecnologias para exames diagnósticos, como na agilização para acesso ao tratamento.

Podemos citar como alguns desses avanços a dispensa da biópsia hepática para alguns casos, como também a ampliação do tempo de prescrição do interferon peguilado com menos burocracia para respondedores lentos.

Ainda pela ótica do movimento social de hepatites, que reivindica desde 2002 a inserção de equipe multidisciplinar, visando promover a adesão à terapia medicamentosa e respectivo êxito, e que não é raro a mesma ser prejudicada por apresentar complicações durante o tratamento, o ítem 10 do novo protocolo contempla essa nossa postulação com substancial propriedade, e assim anseiamos que haja a pactuação dessa prioridade entre as tres esferas da saúde, automaticamente tornando nós usuários, atores fundamentais no controle de sua implementação nos municípios e demais serviços especializados da rede, em todos os níveis de complexidade.

Outrossim nos frustra que o interferon convencional (não peguilado) ainda seja utilizado como 1ª opção para pacientes crônicos de genotipo não 1, porém como não houve consenso entre os integrantes do Comitê, temos a esperança de que se caso mude esse conceito, bem como outras evidências técnicas científicas apareçam, o protocolo ora divulgado, venha a ser adequado de forma ágil, talvez por nota técnica, e isso valendo também e obviamente para a inserção dos novos medicamentos que estão em aprovação na ANVISA, que são os inibidores de protease, e que nutrem entre pacientes e seus médicos, uma expectativa de chance de Resposta Virológica Sustentada -RVS bem mais alta do que a atual.

Clique AQUI para ter acesso à leitura do novo protocolo.

 
 
 
 
 
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